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26.7.08

Elas, as palavras...

Sobre palavras...

Se você não consegue entender o meu silêncio de nada irá adiantar as palavras, pois é no silêncio das minhas palavras que estão todos os meus maiores sentimentos.

Oscar Wilde

O verdadeiro significado das coisas é encontrado ao se dizer as mesmas coisas com outras palavras.
Charles Chaplin

As palavras têm a leveza do vento e a força da tempestade.
Victor Hugo

Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las.
Voltaire

Fala se tens palavras mais fortes do que o silêncio, ou então guarda silêncio.
Eurípedes

Lutar com palavras

é a luta mais vã.

Entanto lutamos

mal rompe a manhã.

[...]

Palavra,

palavra

(digo exasperado),

se me desafias,

aceito o combate.
Carlos Drummond de Andrade

O silêncio é um campo

plantado de verdades

que aos poucos se fazem palavras.
Thiago de Mello

6.3.08

Poesia do Sobrinho...

Quem diria: meu sobrinho é um poeta! Que bom que ainda existam poetas nessa juventude atual. Eu pensara que eles só apareciam mais tarde, ou que nem mais existissem. Lá está o Fabrízio no Site de Poesias.

E Eu Aqui ...
Já é quase meio dia,
E eu aqui, com vontade de você
Já é quase fim do dia,
E eu aqui, com vontade de você
Já é quase o Natal
E eu aqui, com vontade de você
Já é quase fim de ano
E eu aqui, com vontade de você
Já é quase madrugada
E eu aqui, com vontade de você
Já é quase minha morada
E eu aqui, com vontade de você
Já é quase um sabor
E eu aqui, com vontade de você
Já é quase meu torpor
E eu aqui, com vontade de você
Já é quase fim da infância
E eu aqui, com vontade de você
Já é quase Domingo
E eu aqui, com vontade de você
Já são quase 30 (anos)
E eu aqui, com vontade de você
Já é quase loucura
E eu aqui, com vontade de você
Já é quase incontrolável
E eu aqui, com vontade de você
Já é quase incessante
E eu aqui, com vontade de você
Já é quase fim da vida
E eu aqui, com vontade de você
Parabéns. Todas são lindas, mas gostei muito dessa que publiquei. Quem gostou visite e veja outras poesias do Fabrízio.

18.2.08

Todas as Cartas de Amor são Ridículas, escreve Álvaro de Campos

Não sei porque ao me deparar com essa poesia de Álvaro Campos, um dos heterônimos de Fernando Pessoa, acabei por me lembrar do trecho do livro do livro de Sting, também muito mal traduzido como Fora do Tom, em que ele comenta a inadequação da palavra amor para designar um sentimento complexo e tão cheio de matizes.
Escreve Álvaro de Campos, com muita ironia:

" Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.

Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.

As cartas de amor,
se há amor,
Têm de ser
Ridículas.

Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.
Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.
A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas."


(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)
Sei lá...preciso pensar melhor no porque de minha memória ter cruzado as duas coisas. Não creio que seja só pela palavra amor....